Mundo do Plástico

O Plástico no Mundo
    Uma das características mais impressionantes da nossa época é o que se pode chamar de convergência entre a ciência e a tecnologia, ou seja, a distância no tempo entre uma descoberta científica e a sua aplicação tem sido cada vez mais reduzida. Dezenas de anos, no início do século XX, medeavam entre uma descoberta e sua utilização prática. Assim, o aproveitamento do plástico, que até a II Guerra Mundial foi lento, acelerou-se vertiginosamente no quarto de século seguinte.

    Um exemplo desse desenvolvimento, inicialmente em ritmo vagaroso, pode ser aquilatado através da importância que ganharam no mercado norte-americano algumas das primeiras resinas sintéticas. Um desses materiais, o PVC (“Poly Vinil Chloryde”), ou cloreto de polivinilo, lançado em 1928, demorou 21 anos, até 1949, para chegar a um faturamento de US$100 milhões e mais 15 anos para triplicar esse faturamento (em 1964, US$277 milhões). O estireno, lançado em 1937, demorou apenas 14 anos para quase quadruplicar essa importância (em 1964, US$362 milhões). E, finalmente, para só citar mais um exemplo, o polietileno, lançado em 1941, demorou 13 anos para chegar a US$100 milhões e apenas 10 anos para quase quintuplicar esse nível (em 1964, US$471 milhões).

    Embora criado há um século e meio, o plástico somente alcançou desenvolvimento em escala industrial nas últimas três décadas, ou seja, mais acentuadamente no após-guerra, como dissemos.

    Deve-se assinalar que, dentre os vários fatores que contribuíram para aquele desenvolvimento, acelerado nestes últimos vinte e cinco anos, figura prioritariamente o aprofundamento da teoria da química macromolecular, novos métodos de pesquisa, análise e ensaio, que permitiram a formulação das tarefas do químico com muito maior precisão, e também o progresso na construção de equipamentos de transformação que, por sua vez, possibilitaram a produção racional de grandes quantidades de produtos uniformes.

    Em matéria de equipamentos, a indústria dos plásticos está bastante adiantada, podendo-se até dizer que o chamado obsoletismo neste setor ocorre de ano para ano. Eles existem em número crescente, de várias procedências, altamente sofisticados. Prensas e injetores moldam, em alguns segundos, peças de grandes dimensões, complexas e com muitos quilos de peso. Além do progresso puramente tecnológico, é notável o aperfeiçoamento dos controles eletrônicos e de computadores. As injetoras mais modernas são equipadas com sistema de autoajustagem, seleção e controle de qualidade, orientados por unidades de computadores.






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